Descobri que eu tenho um tumor cerebral: preciso operar???

A notícia do diagnóstico de um tumor cerebral é motivo de grande ansiedade, especialmente quando vem à mente a necessidade de cirurgia e o risco de sequelas.

Mas é importante saber que, nem todo tumor cerebral, descoberto em exames, necessita de intervenção imediata e algumas vezes, não necessita de intervenção alguma.

Muitos tumores são descobertos quando causam sintomas e são investigados, o que tem relação com o tipo de tumor e sua localização. E, nesses casos, a cirurgia possui o seu papel: aliviar sintomas, obter um diagnóstico patológico e controlar ou buscar evitar o retorno da doença. Porém, apesar de não haver um número exato, alguns casos são descobertos incidentalmente, ou seja, algum exame é realizado por algum motivo e o tumor é observado (p. ex. uma tomografia para avaliar sinusite e é visto no exame um tumor intracraniano) ou o paciente possui um sintoma não desencadeado pelo tumor (p. ex. quando uma ressonância é realizada para avaliar enxaqueca e o tumor é descoberto). Nesses casos de descoberta incidental é que a avaliação do paciente e do exame, além de, em algumas situações ser necessário complementar com outros exames, é o que pode fazer toda a diferença. A grande maioria dos tumores intracranianos primários são benignos (destes, 40% são meningeomas e adenomas hipofisários). E uma menor parte tumores malignos. E com a avaliação dos sintomas do pacientes, antecedentes, exame físicos e exames realizados (sendo necessários algumas vezes expandir a investigação com alguns outros exames), é possível concluir que seja necessário somente o acompanhamento médico e radiológico.

Alguns outros tipos de lesões intracranianas podem ser confundidas com tumores e podem gerar grande aflição aos pacientes (p. ex. cistos de aracnóide, neurocisticercose, granulomas, calcificações, cistos epidermóides e dermóides, lipomas, calcificações rotineiras, aneurismas gigantes, etc). Nesses casos, uma consulta pode ajudar a reduzir a ansiedade e responder dúvidas dos pacientes.

Sempre que houver dúvida, procure seu médico.

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